ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 544 - 24/11/2009
  Jornal de Debates
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PERGUNTA QUE NÃO CALA
Quem contrataria Gilmar Mendes para dirigir um jornal?

Por Alberto Dines em 30/6/2009

Mesmo os inimigos do ministro-presidente do STF Gilmar Mendes são obrigados a reconhecer o seu vasto saber jurídico, sua cultura, sua capacidade de expressar-se com tanta clareza e elegância como também seu conhecimento do idioma alemão.

Diante da sua obsessão em demonstrar que o jornalismo não é uma profissão e, portanto, não precisa ser regulamentado, este Observador sente a necessidade de repetir, ampliar e reformular a pergunta dirigida ao professor e ex-ombudsman da Folha e do iG Mario Vitor Santos na edição da semana passada (23/6) do Observatório da Imprensa na TV:

– Você contrataria o presidente do STF para dirigir o seu jornal?

Sua Excelência certamente perdoará a provocação cuja única finalidade é oxigenar e animar um debate que ao longo dos últimos 24 anos serviu para vocalizar apenas um lado da questão – o dos empresários.

A querela a respeito do diploma, ou melhor, do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, é secundária. Outra deve antecedê-la: jornalismo é profissão, ocupação, ofício, ferramenta de trabalho? Ou, além disso, também é missão, tal como a de um magistrado, treinado para destrinchar a dialética dos códigos, administrar a justiça e ser justo?

Ensinar e aprender

Este Observador jamais contrataria o ministro Gilmar Mendes para dirigir qualquer veículo jornalístico apesar do seu imbatível curriculum jurídico. Mas entregaria o seu hipotético jornal a um profissional diplomado em jornalismo, de preferência com uma pós-graduação profissionalizante, pelo menos 25 anos de experiência em redações e, principalmente, capacitado para assumir o papel de mediador, questionador e agente das transformações.

No seu arrazoado contra o diploma e contra a especificidade da profissão de jornalista, o ministro Gilmar Mendes esquece o seu notório domínio do idioma alemão. Não lembrou que Zeitung, jornal, deriva da raiz Zeit, tempo. Jornalismo em português ou Journalisme em francês (de Jour, dia, jornada) são atividades cruciais numa sociedade porque lidam com a passagem do Tempo. Uma sociedade desatenta para as inevitáveis mudanças está perdida, torna-se apática ou desarvorada.

Jornalistas marcam o tempo, verdadeiros ritmistas, mas ao contrário dos relojoeiros lidam com um tempo que não jorra contínuo. O tempo jornalístico é periódico, marcado pelas sucessivas edições, condicionado para a complexa tarefa de sintetizar o acontecido no período (daí periodismo em espanhol).

Passar ao leitor a sensação de que é testemunha e participante de um amplo processo exige conhecimentos teóricos, técnicos e também uma disposição instintiva para pressentir o que é novo e o que importa. Escritores raramente retomam seus textos depois de impressos. O ponto final é ponto final mesmo.

Jornalistas são treinados para a infindável tarefa de reescrever-se continuamente. Este treinamento começa nos bancos das escolas de jornalismo. Nas redações não há tempo para filosofar. Nem há tempo para olhar-se no espelho e reclamar. O mundo para os jornalistas é verdadeiramente redondo, rotativo, rotativa.

É a tal unendliche Aufgabe (tarefa infindável), ministro Gilmar Mendes, citada por Kant. Esta tarefa não é para qualquer um. Não é fruto de um estalo, golpe de sorte – precisa ser ensinada e aprendida. A perseguição contínua de uma tarefa é em si, uma atitude claramente profissional.

Obra de jornalistas

O relatório do ministro Gilmar Mendes estende-se por 91 páginas sobre a profissão de jornalista e, mesmo sintetizado, jamais seria entendido pelos leitores de jornal, mesmo de um quality paper. Há nele uma ironia que roça à presunção. É um antijornalismo em estado primitivo. Ao comparar jornalistas aos chefes de cozinha o ministro Mendes tenta fazer blague. Nós jornalistas não gozamos as togas usadas nos tribunais, nem mesmo as ridículas perucas dos magistrados britânicos. Respeitamos as tradições, somos os primeiros a perceber quando se tornam obsoletas.

O ministro, porém, ignora que sem jornalismo e sem jornalistas os historiadores teriam que inventar fatos. Ou contentar-se com documentos áridos, insossos, muitas vezes truncados e às vezes manipulados para parecerem verdadeiros. A história moderna, a crônica dos últimos 400 anos, deve muito aos profissionais do jornalismo.

Uma hemeroteca, Excelência, é o panteão da humanidade. Obra construída majoritariamente por jornalistas. Este Observador não contrataria um advogado ou mesmo um jurista renomado para montar uma coleção de jornais. Nem mesmo para editá-los.

Comentários (94)
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ADOLFO MOISÉS VIEIRA DA ROCHA ROCHA , rio de janeiro-RJ - Assessor
Enviado em 1/8/2009 às 2:57:26 PM
EXMO. SR. DR. (OH, foi mal, é qualquer hum agora) REDATOR GERAL DA COLUNA OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA Atenção senhores, a) Não podemos comparar jornalistas com Chefes de Cozinha. Veja: Estes têm profissões regulamentadas de nível superior em Gastronomia. Acho uma sacanagem comparar um jornalistza qualquer com um Chefe... b) Opa! Não falem mal da Luciana Gimenes. Mais respeito com os jornalistas.. adolfo8@bol.com.br
Maria Antonia  Caldas , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 7/7/2009 às 9:59:00 AM
Que bacana Sr. Gilmar Mendes até Lucianta Gimenez é agora uma jornalista. Vai trabalhar e não cobrar para abrir processos
Geraldo  Carlos Costa , Belo Horizonte -MG - consultor de empresas
Enviado em 7/7/2009 às 9:56:35 AM
Quem contrataria Gilmar Mendes? Jornalismo não é escrever qualquer coisa. Quem foi favorável desconhece, falta leitura e informação sobre o que é jornalismo. Infelizmente moramos no Brasil, onde tudo pode e a nossa Justiça faz o que quer. Cada político, cidadão dá apenas o que pode. Eu e muitos outros sugerimos leitura e muita informação
Marcos A  Rondineli , Muzambinho-MG - livre pensador
Enviado em 6/7/2009 às 11:06:32 PM
Luciano Garrido mostrou o pau e deixou livre as cobras. Gosto de gente assim: "Ora, quando quero idéias transformadoras, recorro aos sábios. Dos jornalistas, espero sobretudo fatos." Diferente, entretanto e todos somos, gosto também de opiniões e de jornalistas espero-as concisas, profícuas e permanentes.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 6/7/2009 às 2:45:54 PM
Depois que notícia de jornal passou a valer como prova em juízo, não vejo pq não colocarmos Gilmar Dantas na direção de um jornal. Mudei de idéia, eu colocaria ele sim, ia fazer que nem DD, comprava o jornaleco por 10.000,00, no dia seguinte o capital social cresceria para 160 milhões e qq rolo eu recorreria ao STF onde estariam os empregados de GD do IDP pra limpar minha barra.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF - funiconário público
Enviado em 6/7/2009 às 1:13:28 PM
Luciano Garrido , bsb-DF - psicólogo, peço licença para assinar o seu comentário também. O ponto que você abordou é o que mais me interessa em toda a a discussão sobre imprensa.
Leonel Paulo do Amaral , Porto Alegre-RS - Professor / Chef
Enviado em 6/7/2009 às 7:14:34 AM
Caro Dines, gostei muito de algumas partes do seu texto, mas discordo de alguns aspectos. Antes de mais nada quero dizer que nao sou historiador e nem se quer tenho qualquer afeto pelo presidente do STF. estou com a maioria dos brasileiros que tem algum esclarecimento. Acho que antes de mais nada a jornalismo precisa sim normas bem claras, pois precisa responder por suas resposabilidades. Quando vc comenta a respeito de historiadores, deveria fazer uma analogia com o jornalismo atual que tem escrito muitas inverdades ou manipulando a realidade a favor de uma meia-duzia de brasileiros.
Lilian Taniguchi , são paulo-SP - filósofa e jornalista
Enviado em 5/7/2009 às 6:02:28 PM
Com o advento da internet, a profissão de Jornalismo entrou em crise geral pelo simples fato: todo mundo escreve (dá opinião/posta), todo mundo dá notícia (blog), portanto, todo mundo é jornalista. As premissas estão corretas, porém a conclusão é falsa! Não se é jornalista porque se escreve bem ou é erudito. O jornalismo é um ofício que exige técnica, teoria, reflexão, entendimento do que é o exercício ético e que e acima de tudo temos um compromisso com a sociedade = leitor/telespectador. Esses pressupostos são ensinados, debatidos e amadurecidos durante a faculdade, por isso, sua importância. Ter um diploma de jornalista e ter a função reconhecida como profissão não desqualifica o restante da população que se expressa seja por qual via for e nem muito menos restringe a liberdade de expressão. Ao desqualificar o jornalismo como profissão e a exigência do diploma, o Ministro Gilmar Mendes talvez contribua para o empobrecimento do jornalismo praticado no país. Apenas o futuro poderá nos dizer os efeitos dessa medida.
Luciano  Garrido , bsb-DF - psicólogo
Enviado em 5/7/2009 às 4:01:17 PM
Dines diz que um jornalista deve ser capacitado para exercer um "papel de mediador, questionador e agente das transformações". É por isso que não leio mais jornais. Nunca encontro nele fatos e informações, mas ideologias, idiossincrasias, opiniões, juízos de valores, em suma, um ímpeto de tranformar o mundo. O jornalista de hoje quer tranformar o mundo à sua imagem e semelhança. Ora, quando quero idéias transformadoras, recorro aos sábios. Dos jornalistas, espero sobretudo fatos.
LEONARDO  CANDIDO BASTOS , Niterói-RJ - Advogado
Enviado em 5/7/2009 às 1:44:18 AM
Alberto Dines, o ataque, ainda que dissimulado, ao Ministro Gilmar Mendes não o ajuda na defesa do jornalismo só para os diplomados. Discordo da sua tese e uso esse valoroso espaço para explicar minha discordância. 1) Somente algumas profissões precisam de controle para o seu exercício. E este não é o caso do jornalismo. 2) Em todos os Estados Democráticos de Direito do mundo a regra é a LIBERDADE de trabalho, ofício ou profissão. No Brasil é assim desde 1988. Leiam o art. 5º, inciso XIII da CRFB/88. 3) Seria teratológico proibir alguém de trabalhar como jornalista por não ostentar um diploma universitário nesse sentido. 4) Na atual quadra, não há fundamento filosófico, jurídico ou ético na obrigatoriedade de diploma para o jornalismo. 5) O Supremo apenas reconheceu o que há tempos prevalecia e o fez cumprindo a sua função institucional de dar o sentido e ao alcance do Texto de 1988. Muito obrigado, LCB.
Marcos Aurelio Rondineli de Oliveira , Muzambinho-MG - livre pensador
Enviado em 4/7/2009 às 11:31:45 PM
Eu lamento desapontá-lo, mas alguém que, apesar do desapoio da mídia, se mostre capaz de determinar propaganda sua por tanto tempo e espaço esparramado pelos olhos de tantos leitores e até mesmo eu aqora aqui respondendo a você e discordando de sua razão, certamente pode até não ser a melhor escolha para presidente do jornal, mas para dirigir jornalistas ninguém há no país, exceto o presidente Lula, que o próprio Gilmar Mendes. Um bom diretor é o que determina o que vai ser assunto, não? E isso inegavelmente ele tem feito até hoje. Submete-se, é claro, às críticas, mas também se abre a defensores e elogios, como se submete qualquer diretor de qualquer jornal ao presidente da empresa que dirige, ou ao conselho diretor, nos casos em que não são presididos por uma só pessoa. Nâo digo que ele esteja certo, mas dirigir dirige.
LUIZ CARLOS SANTOS CUNHA , Rio de Janeiro-RJ - aposentado
Enviado em 4/7/2009 às 11:26:23 PM
Se ele acha que Jornalista não precisa de diploma, imaginem o que pensa a respeito de músicos, artista de teatro, cineastas, cozinheiros, etc,etc!Pobre Gilmar!Tão prepotente, arrogante e burro!Foi mexer com quem não devia!
Jedeão Carneiro , Aracaju-SE - Arquiteto
Enviado em 4/7/2009 às 9:26:51 PM
Não contrataria o Gilmar pro meu jornalzinho porque não tenho dinheiro para pagar a idenização ao PIG pela rescisão do contrato do seu Supremo Diretor.
sandra marques , rio de janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 4/7/2009 às 8:17:06 PM
Estou preocupadíssima com minha filha Isadora de oito anos, ela não é muito chegada aos estudos, outro dia ela me disse assim: "Mamãe já sei o que vou ser quando crescer, vou ser jornalista, não precisa estudar".
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 4/7/2009 às 7:49:41 PM
Eu bem que avisei o Gilmar: - Rapaz, mexe com Lula, com os senadores, com os deputados, mas não mexe com os jornalistas. Mas ele não me ouviu. Antes, não vi o Dines falar nada contra o Doutor Gilmar (não falo o sobrenome). O Homem podia tudo. Agora, não serve nem para montar um coleção de jornais. Puxa, eu pensei que ele fosse menos bobo!
Fabio Passos , Curitiba-PR - Engenheiro
Enviado em 4/7/2009 às 1:19:31 PM
Ué? Eu pensava que o globo, fsp e estadão, além da veja, já eram "dirigidas" pelo gilmar dantas. Não são? Mesmo? Tem certeza? Olha...
carlos azevedo , joão pessoa-PB - professor
Enviado em 4/7/2009 às 1:05:29 PM
o supremo gilmar dirige muito bem um trator por cima da profissão dos outros....
Antonio Carlos Silva , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário Público
Enviado em 4/7/2009 às 12:37:13 PM
Quê que isso Sr.Dines ? . Quer dizer que aquela figura truculenta que emporcalha o supremo tem uma elegância ímpar no trato social ? . Mas também... pra quem apoiou a selvageria do Estado de Israel contra as crianças, velhos e mulheres palestinas ...tudo a ver . Sds.
edson sanches , são Paulo-SP - téc.adm.
Enviado em 4/7/2009 às 12:30:58 PM
O Sr. Dines produziu um bom texto, que embora muito tardio, mostra as facetas do Gilmar Mendes adora mostrar: uma extrema arrogância ao tratar com vozes contrárias às suas idéias, seus preconceitos generalizados em relação a desqualificar as vozes discordante e chamar para si como suposto guardião da liberdade - nada mais falso! Mas Gilmar Mendes é muito inteligente e sabe esmagar muito bem seus adversários, ao mesmo produz uma centralização para si sem medida a tal ponto de colher novos inimigos. Gilmar Mendes talvez seja a personificação da nossa elitizinha com ares europeus, olhares ilustrados, ao mesmo tempo não quer perder sua boquinha. No Brasil tudo é cíclico e Gilmar Mendes parece tão legítimo a essa elitizinha quanto a elite escravocata que manteve Dom Pedro I no poder do Brasil independente, apesar de ser - paradoxalmente - português - tudo igual, tudo na mesma! Como já disse anteriormente, o Sr.Dines acenou tardiamente. Até ele cansou, embora o texto seja muito educado. A respeito de qual jornal (com j minúsculo) o sr. Gilmar Mendes assumiria, que tal a Folha, o Estadão, o Globo, a Veja e assim vai
Roberto de  Freitas , São Caetano do Sul-SP - aposentado - engenheiro
Enviado em 4/7/2009 às 11:00:03 AM
Bom teria sido se todo esse debate, que muitos de nós fizeram aqui, tivesse ocorrido bem antes da decisão do STF. Quem sabe se, para temas de grande abrangência - afetar toda a sociedade e não só a classe -, também polêmica, pois que pode ter sido política - governos, autoridades gostam de se ver livres de bisbilhoteiros, que é o como jornalistas acabam sendo vistos, quando escafuncham -, não se possa trazer o assunto primeiro à sociedade! Mas com boa antecedência. pois que se precisa de tempo para procurar por informação e poder chegar a uma opinião – vantagens, revezes. MInha opinião, pelas muitas análises feitas aqui, é que a profissão devia, para começo de conversa, ser muito mais respeitada. Pois que, Sarney, jornalista que é, um dos que desrespeitaram a opinião pública, e que não diz ser jornalista, também, que possui formação em direito, prefere dizer que é senador, presidente do Senado - por três vezes - e de que foi presidente da República. Ainda bem! Por último, Sr. Dines, por que não se passar a dar os e-mails das pessoas que opinam? O meu é rbtfreitas@ig.com.br.
Onofre Santiago , Salvador-BA - aposentado
Enviado em 4/7/2009 às 2:06:55 AM
Não contrataria Gilmar Mendes para dirigir o meu jornal, mas tampouco contrataria o Sr. Dines. A cobertura deste tema, assim como algumas outras nestes últimos meses, é mais um exemplo de jornalismo de terceira.
Lucas R. , BH-MG - Publicitário é profissão?
Enviado em 3/7/2009 às 3:38:52 PM
Cadê a crítica em mesmo tom aos outros 7 votos que derrubaram o diploma? O Tribunal não é do Gilmar Mendes.
Tamyres  Matos de Mendonça , Niterói-RJ - Estudante de jornalismo - Uerj
Enviado em 2/7/2009 às 10:36:45 AM
Brilhante texto, Dines. Acho que tem de ficar claro que os jornalistas que são a favor da obrigatoriedade do diploma não querem afastar os gênios sem diploma das redações. Primeiro, é importante lembrar que sempre houve espaço nos jornais dedicados aos artigos e seus escritores, que nem sempre são jornalistas. Outra coisa, as características da profissão e do mercado da área mudaram muito (para não dizer pioraram) desde a época de Nelson Rodrigues. Essa questão do diploma mexe com o respeito e a valorização da atividade. Uma série de cuidados são treinados e discutidos dentro de uma faculdade de jornalismo. Que fique claro, os grandes jornais vão continuar contratando pessoas formadas, mas podem se sentir no direito de pagar ainda pior do que atualmente. E a sociedade pode se tornar ainda mais descrente na credibilidade desses meios de informação. Além de vários outros problemas como a facilitação da entrada de pessoas que defendam interesses pessoais dentro das redações, infiltrados políticos. E, para terminar, quanto aos maus profissionais, os bons veículos de informação tratam de isolar e os maus veículos não merecem o respeito e nem a audiência (mas muitas vezes os têm). Abs
Marcio B. Martins , Jaraguá do Sul-SC - redator
Enviado em 2/7/2009 às 9:44:01 AM
sua capacidade de expressar-se com tanta clareza e elegância elegância: hahahahhahahahaha Pronto, era isso o que eu queria comentar sobre o texto
rogerio cardozo , Tubarão-SC - operario
Enviado em 1/7/2009 às 9:51:40 PM
Aqui em SC os animos se acirraram por causa da decisão dos ministros do supremo,porque aqui foi criada uma das primeiras faculdades de jornalismo ou como queiram comunicação,mas vem a pergunta:se foi a primeira os professores eram jornalistas formados.Ou como voce se diz a profissão de jornalista tem mais de 400 anos,quem desde essa epoca que escrevia em jornais.Acho que a um mau entendido em relação a profissão e ao diploma.O Tribunal deveria esclarecer que o diploma não necessario para a profissão de jornalista ,mas a profissão jornalista deve ser reconhecida,tendo ou não tendo diploma.Se Carlos Drumond de Andrade ou Nelson Rodrigues não tivessem outra tarefa na vida a não ser escrever em jornais, alquem teria coragem de lhes negam o titulo de jornalista,duvido e tem dô.É isso que não ficou esclarecido na senteção do Tribunal.A profissão existe o que não existe é a obrigatoriedade do diploma para exercela.Em bom alemão "berichten Sie Nachrichten" ou seja reporter diario pode ser qualquer que saiba escrever contanto que alguem queira ler o que ele escreve.Como voce sabe já teve jornal no Brasil dando receita de culiniria,porque se abrisse o bico o pal comia,por isso vamos respeitar também os trabalham na cozinha,alias eu sei fazer um bife(file) a parmejana melhor que muito restaurante.Quanto a dirigir um jornal com 25 de experincia voce sabe que isso sai caro para os jornais.
Nayara  D Alama , florianopolis-SC - Estudante de Jornalismo
Enviado em 1/7/2009 às 9:07:54 PM
Para bens, Dines! Esta é a hora de alguem da área erguer a cabeça e falar algo com sentido sobre o assunto, ao inves de apenas resmungar pelos cantos, como tem acontecido nas ultimas semanas nas escolas de jornalismo. Me admira uma categoria que sabe lutar com toda força atras de furos e entrevistas para levar o melhor produto para seus leitores/telespectadores/ouvintes perder a força assim! Vamos continuar lutando pelo nosso reconhecimento e respeito, principalmente.
Paulo  Pereira , S J Campos-SP - .
Enviado em 1/7/2009 às 8:27:57 PM
Ora, Dines, o ministro tem todas as qualidades necessárias para dirigir a Folha, O Globo, o Estadão e , principalmente, a revista Veja.
RONALDO  NICOLLI , CAMACARI-BA - industriário
Enviado em 1/7/2009 às 4:51:25 PM
Tudo bem, concordo com tudo. Mas o que dizer dos "jornalistas" que nem textos sabem escrever??? ou aqueles que mentem, ignoram, aumentam ou inventam notícias??? Muitas vezes criticamos Advogados por defenderem ladroes e assassinos, criticamos médicos pelos erros cometidos. Mas e as notícias mal publicadas, mal escritas, mal redigidas???como ter certeza que aquele jornalista é de bom carater?? de boa índole?? Quer acabar com uma pessoa?? nao mate-a, ela poderá se tornar um mito. Simplesmente fale mal dela. É o que acontece no jornalismo, às vezes uma palavra mal dita sobre uma pessoa, pode acabar em segundos com uma reputacao que levou anos para conquistar . Nesse caso que diferenca faz, um diploma?????? sds
Arlindo Mungioli , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 1/7/2009 às 4:23:02 PM
O senhor Dines sabe como bajular um auditório ainda que, para isso, tenha que contrariar a lógica e a inteligência. Focar o seu artigo na crítica ao ministro Gilmar Mendes rebde aplausos mas é chover no molhado. E é mau jornalismo por não referir que o parecer do ministro foi apresentado ao plenário do tribunal, encontrou apenas 1 opositor e foi acompanhado por 7 outros ministros. Para responder sua pergunta: 1 - não contrataria o ministro para dirigir meu jornal; 2- contrataria com muito empenho para dirigir minha hipotética revista jurídica; 3 - ficaria muito satisfeito em contar com seu trabalho como articulista ou redator dessa hipotética publicação.Pena que, antes do histórico julgamento, ele seria obrigado a cursar uma faculdade de jornalismo qualquer para exercer legalmente suas novas funções. De resto, uma pergunta: jornalistas profissionais em 1600?
Ana lúcia Amaral , São Paulo/SP-SP - Porcuradora Reg. República
Enviado em 1/7/2009 às 3:12:47 PM
Caro Dines, entendo sua fina ironia, mas o atual presidente do STF está mais para piada, ao se referir à atividade de cozinheiro para justificar porque dispensável diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Acreditar-se que toda e qualquer situação só pode ser resolvida se submetida à decisão judicial, dá no que deu. Mas como não se levam questões mais importantes, o STF se ocupou da exigência ou não do diploma. Antes, ao declararem inconstitucional da lei de Imprensa, deixaram todo e qualquer cidadão sem o importante direito de resposta, instrumento mais ágil e interessante do que as vias ordinárias , da ação judicial que leva anos a fio, em caso de eventual ofensa cometida pela imprensa. Como as ações judiciais promovidas por juízes contra jornais/jornalista sempre andam mais depressa e as indenizações são sempre maiores do que as concedidas aos meros mortais, devem os ministros do STF entender que assim acontece com todo mundo. Sobre a presunção do atual presidente do STF, convém lembrar que ao tempo em que era Advogado Geral da União, no governo FHC, orientava para não serem cumpridas as decisões judiciais, e referia-se ao Poder Judiciário como o "manicômio judiciário" e a "indústria de liminares". Agora, sob o seu reinado, é o centro de tudo. Por fim, curioso como ainda impressiona alguém falar alemão...
Zulcy Borges Souza , Teresina-PI - jornalista
Enviado em 1/7/2009 às 2:45:55 PM
Perfeito,mas além do Gilmar, que está longe de ser o glorioso goleiro, partciparam do linchamento da categoria seus colegas e mínima exceção do STF e o progenitor do crime deputado Miro Teixeira, que parece ser ou ter sido também coleguinha. Aqui no Piauí a repercussão da nova deslei baixada pelo STF tem sido péssima, a não ser entre alguns patrões que não seguram seu contentamento e as dezenas de picaretas que esculhambam os meios de comunicação locais.
Eugenio Pacelli Ribeiro , Uberlândia-MG - fotografo
Enviado em 1/7/2009 às 2:39:39 PM
Caríssimo Alberto Dines. Posso não concordar com algumas de suas opiniões aqui expostas, mas quero expressar aqui a mais profunda admiração pela qualidade dos seus textos, sempre primorosos e claros. De estilo elegante e ao mesmo tempo singelo. Quiçá pudesse escrever como você. Leio sempre com um gosto de inveja e de prazer. Um grande abraço.
Luciano Martins Costa , Sao Paulo-SP - Jornalista (Profissional diplomado há mais de trinta anos)
Enviado em 1/7/2009 às 2:37:29 PM
Agora, as empresas de comunicacao querem tornar o estagio obrigatorio. Sera uma nova forma de encher as redacoes com gente mal remunerada? Recentemente, o Estadao desfez o convite que havia encaminhado a duas jornalistas experientes para reforcar a equipe de Brasilia. Em lugar delas, contratou CINCO jornalistas inexperiente, pelo mesmo orcamento.
Hugo  Fernandes , Cuiabá-Mt - Estudante de Jornalismo
Enviado em 1/7/2009 às 12:39:09 PM
As pessoas confundem liberdade de expressão com liberdade do exercício profissional. A exigência do diploma não limita a liberdade de expressão de ninguém. Aliás, os prórpios veículos de comunicação deixaram claro que só contratam formados. Não é engraçado? Então, por que acabar com a exigência do diploma? Simplesmente por acabar com a luta de uma classe, ou melhor, acabar com uma categoria profissional? Me senti ofendido pelo comentário anterior, onde Gilmar Mendes é chamado de dono de MT. Queria deixar claro que a insatisfação aqui é geral e que o Sindijor-MT tem atuado contra esses absurdos.
Cassiana de Oliveira , Porto Alegre-RS - Jornalista Diplomada
Enviado em 1/7/2009 às 12:13:20 PM
Dines, sou sua fã! A decisão do STF nos deixa indignados porque vai na contramão da nossa atualidade: no Brasil, vivemos uma época de incentivo à educação e à profissionalização. A decisão apenas coroou a precarização das relações de trabalho nas redações, o que já existia no interior do país e, agora, tem o amparo da lei. Que vergonha! E essa ameaça de que a decisão é irreversível e de que outras profissões também serão desregulamentadas? Por favor, senhor ministro! Alguém consultaria com um fisioterapeuta ou com um psicólogo sem diploma? Estamos atentos e isso não ficará assim.
Beth  Muniz , Brasília-DF - Servidora Pública
Enviado em 1/7/2009 às 11:10:38 AM
Para mim, jornalismo é atividade, e como tal, pode ser exercida por pessoas das mais variadas profissões, desde que tenha habilidade pessoais, capacidade cognitiva e, sobre tudo, tenha a clareza do seu papel na empresa onde trabalha. Porque é aí que rezide o perigo, e uma pergunta que também não quer calar: A quem pertence na pratica a chanmada liberdade de imprensa? Se soubermos responder a esta pergunta, saberemos as respostas para a questão Gilmar Mendes e outras. Mas, enfim. Nem pensar em contratar o "Dono do Mato Grosso!"
Antonio Carlos Ribeiro , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 1/7/2009 às 10:13:43 AM
O bom da democracia e isso ai, pode se comentar neste fórum jornalista que são formados ou não, fazendo seus comentários com respeito e educação. Uns comentam com falta de respeito e ainda tem a coragem de dizer que são jornalista. Lendo algum destes comentários sinto vergonha de falar que sou jornalista. Quando os comentários são de membros da fenaj e do sindicato chamado dos jornalistas e de alguns políticos sindicalista ai a coisa fica pior mesmo com uma tremenda falta de respeito com o nosso querido Supremo Tribunal Federal e seus ministros. Faça um debate de alto nível coisa que só acontece com jornalista de verdade. Se diploma fosse garantia de emprego vários jornalistas não estaria trabalhando de auxiliar de escritório. Para ser jornalista precisa se algo mais do que o diploma precisa ter vocação. Reclamam – se muito da qualidade do nosso jornalismo hoje que temos toda a tecnologia para ajudar, mas o melhor jornalismo era praticado nos anos 50 a 60
antonio  carvalho , fortaleza-CE - advogado
Enviado em 1/7/2009 às 10:08:58 AM
O grande empecilho a que o jornalismo seja restrita a formados em faculdades é que ele lida com TUDO, ou seja, todos os fatos naturais, humanos, técnicos científicos ou o que se pensar, será alvo e matéria de jornalistas. Não existe um objeto próprio da profissão. Vemos que as profissões regulamentadas tem objeto específico, seja de natureza científica (Direito, Biologia etc) ou técnica/tecnologica (Medicina, Engenharia etc). Há campo delimitado e técnica própria para seu estudo e aplicação. Não é o caso do Jornalismo. Parece-nos que o debate limita-se ao campo corporativista, qual seja, espaços próprios dos profissionais e os das empresas que exploiram seus serviços. Essa convivência econômica é que precisa ser regulada e parece que o diploma não vai ser esse instrumento.
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 1/7/2009 às 10:02:34 AM
Se falar alemão é sinal de cultura...em São Francisco,uma cidade situada em uma das margens do rio, no norte de Minas,tem um senhor que não tem o segundo grau completo mas fala e escreve fluentemente o alemão,o inglês e o japonês,e ainda dá aulas desses idiomas para crianças carentes.Quanto ao saber jurídico de gilmar mendes,mesmo sendo leigo,tenho as minhas dúvidas.Se tem tanto saber jurídico,então ele julga a todos nós,incluso aí as autoridades,uns imbecis,porque com certeza sabia que não poderia dar o segundo HC sem ler as novas argumentações do MP.
Rebeka  Nascimento , Recife-PE - estudante de jornalismo
Enviado em 1/7/2009 às 9:45:56 AM
É um absurdo ter uma das profissões mais importantes numa esfera de grande influência social ser extirpada com a explicação de não representar perigoà sociedade. É um desreipeito à classe e à sociedade no geral.
ana cruz , fortaleza-CE - do lar
Enviado em 1/7/2009 às 8:59:21 AM
O jornalismo brasileiro de baixa qualidade merece Gilmar Mendes.
Ocimar Santiago Ramires , Campo Grande-MS - Servidor público. E jornalista
Enviado em 1/7/2009 às 8:42:45 AM
Nem contrataria para dirigir jornal e nem pediria a opinião dele que não fosse naquela em que ele se julga autoridade. E os jornalistas tem que parar com essa mania de pedir a opinião dele para tudo que é assunto. Ele aparece na mídia para opinar tanto sobre política, como sem-tetos, sem-terra, pendengas entre partidos, economia e globalização. Daqui uns dias vai ter jornalista perguntando para ele porque, na opinião dele, andam acontecendo tantos acidentes com aviões. Alguém se habilita?
paulo jacobsen Jacobsen , Rio de Janeiro-RJ - Professor
Enviado em 1/7/2009 às 8:36:06 AM
Prezado Dines: Sou seu ouvinte atento e admirador do "Observatorio da Imprensa - sempre inteligente e pertinente -, mas penso que o cronista erra no seu posicionamento . Pesquise os dez maiores jornalistas brasileiros, nos últimos 50 anos, e não achará, provavelmente, nenhum "formado " Proibindo seu acesso à atividade onde estariam seus magníficos artigos. ? Transformar-se-iam talvez, em "ghost writers" dos bacharéis em jornalismo ? E, na sequenca , por que não obrigar também aos escritores a se "formar" ? Fico pensando : coitado do Verisimo ... Saudações Paulo Jacobsen
Luciano Martins Costa , Sao Paulo-SP - Jornalista (Profissional diplomado há mais de trinta anos)
Enviado em 1/7/2009 às 8:26:51 AM
Mesmo correndo o risco de ser mal interpretado, pelo papel que exerco neste Observatorio, nao posso deixar de registrar: brilhante artigo! Tambem li o arrazoado do presidente do STF e ali fica clarissimo que ele nao tem a mais remota ideia do que seja fazer jornalismo. O mesmo se pode observar nos votos dos demais ministros que apoiaram o fim da exigencia do diploma. Ouviram dizer, foram emprenhados pela campanha patrocinada pelas empresas jornalisticas, nao atentaram para o contraditorio, contentaram-se arrogantemente com aquilo que ignoravam. O episodio lanca uma nuvem escura sobre outras decisoes que venham a brotar da Suprema Corte.
jose carlos lima , goiania-GO - estudante de pós-graduação
Enviado em 1/7/2009 às 7:23:22 AM
Ontem a noite na TV Brasil em programa do Observatório da Imprensa o Dines conseguiu reunir a nata do elaboradíssimo pensamento nacional para atacar Sarney. Vi que Dines fez questão de não apresentar ninguém que tivesse pudesse manifestar opinião contrária à verdade absoluta do imprensalão. Assim lá estava CBN: Lúcia Hipólito Folha: Catanhede O Globo: Ricardo Noblat e Chico Caruso Dines não se esqueceu de convocar "especialistas" em Sarney do Estadão e Veja. Uma lástima. Chamar isso de hipocrisia é muito pouco, é bandidagem mesmo. O pior é constatar que neste momento esta gente está com tudo, que o diga Honduras com sua "democracia". Até quando vamos conviver com o monopólio da informação?
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 1/7/2009 às 1:28:35 AM
Desta vez Dines, a quem considero o maior baluarte do correto exercício jornalístico, a meu juízo está cometendo um erro de avaliação que ele sempre foi exímio em identificar noutras querelas envolvendo esta profissão fascinante que é o Jornalismo. Em vez de discutir competência deste ou daquele ministro para julgar contendas e/ou para dirigir veículos de comunicação, bem como a suposta injúria de uma comparação genérica entre cozinhas e Redações, dever-se-ia finalmente jogar um pouco de luz - e de atenção devida - naquilo que o próprio Dines já alertou em tempos idos e que sempre foi um dos dínamos da existência deste Observatório: o baixo nível dos cursos de Jornalismo do país e o interesse puramente mercantil das faculdades privadas, verdadeiras indústrias de diplomas. Ainda que haja outras reminiscências e inúmeras outras considerações a se levar em conta, na minha ingenuidade de fiel seguidor deste Observatório desde a primeira edição televisiva em 1998, custa-me crer que esta questão da QUALIDADE EFETIVA DOS CURSOS DE JORNALISMO - que sempre foi o fator mais essencial a ser discutido - de repente resvale para o limbo, ou seja, ganhe um tratamento secundário diante de uma súbita comoção corporativista (que parece estar afetando até mesmo quem sempre combateu este tipo de coisa). Não é hora de tomar dores: é hora de exigir cursos condizentes com o Jornalismo almejado.
Ana Paula BRAVO , Goiânia-GO - Jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 11:53:52 PM
Eu contrato! Para dirigir um jornal do tipo "ecológico", que tá na moda. Mas para ganhar o emprego, teria que passar num teste antes. Mando o ilustríssimo pro Canadá, numa expedição de caça a urso polar, o maior predador terrestre do planeta. Se se safar como caçador de urso, rendo-lhe todas as honras e glórias e lhe passo às mãos o prêmio: UM DIPLOMA DE JORNALISTA. E o cargo de direção, é claro!hehehe
Patrícia  Casali , Rondonópolis-Mt - Jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 11:19:57 PM
Taí, Dines, não contrataria Gilmar Mendes, o poderoso ministro, nem para exercer a função básica da formação dele, advogado. O que esperar de uma pessoa que compara Daniel Dantas a um simples ladrão de galinhas ou de bambolê. Quem assistiu a entrevista dele na Band viu. Uma vergonha. Para quem não sabe, o banqueiro Daniel Dantas é suspeito de praticar os crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras. E tudo isso é igualzinho a um pequeno furto de fundo de quintal, na opinião, é claro, do sábio e poderoso presidente do Supremo.
luciara da Silveira , Fortaleza-CE - prof. univ
Enviado em 30/6/2009 às 11:07:55 PM
Excelente artigo este do sempre correto Dines. Não consigo compreender o que o senhor ministro entende de jornalismo. Depois de tanta luta por escolas de comunicação e jornalismo uma ingerência do tipo só poderia ser mesmo da lavra do Dr. Gilmar...
Gilberto Alencar aprigio de Oliveira , Araras-SP - técnico montador industrial
Enviado em 30/6/2009 às 9:07:25 PM
Há uma tendência mundial de afrouxamento da ética,da moral,do bom senso...enfim a sem vergonhice tá aumentando!E esse fato é bem mais notado em paises onde a população tem um nível cultural baixo,como o nosso por exemplo.Não obstante a isso pessoas que desfrutam ou dizem desfrutar de um elevado saber acadêmico são pegas diariamente cometendo atos falhos em nosso país. seo gilmar não foge á regra,eu também não o convidaria para dirigir um jornal ou nada que precise de especialização,pois afinal o brasil tá cheio de especialistas fazendo bobagens,muitos deles eu não confiaria nem adminstração de banheiros públicos,e por falar em alemanha deustch,deustch...über alles!!
Fernando Rodrigues , Brasília-DF - Analista de Sistemas
Enviado em 30/6/2009 às 8:25:05 PM
Ao ler o comentário do ministro Carlos Ayres Britto dá para perceber o rol de alienados que temos no STF atualmente. Deveria ter, no mínimo, vergonha de soltar algo como: "E não se pode fechar as portas dessa atividade comunicacional que em parte é literatura e arte, talvez mais do que ciência e técnica, para os que não têm diploma de curso superior na matéria." Resta ler a comicidade na sua péssima análise, sobrou a ambiguidade de transformar em literatura e arte o que é escrito pelos que "não têm diploma de curso superior na matéria".
André  Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Maitre de cuisine
Enviado em 30/6/2009 às 8:20:58 PM
É impressão minha ou há uma leve ironia no texto?
José Balthazar , Tubarão-SC - Contador
Enviado em 30/6/2009 às 8:14:04 PM
As crianças agora vão querer ser jornalistas, pois não precisa mais estudar...
Guilherme Stockler , São Paulo-SP - escritor
Enviado em 30/6/2009 às 8:11:47 PM
Meu Deus do Céu! Em um país sério esse senhor não seria nem zelador de prédio...
Leonardo Borneu , Contagem-MG - Cidadão
Enviado em 30/6/2009 às 8:09:08 PM
O comentário da Srª Wilma Pessoa foi preciso. Parabéns pelo olhar crítico e honesto.
Cecília Moura , Uberaba-MG - Funcionária Pública
Enviado em 30/6/2009 às 8:01:05 PM
Gostaria de saber se para ser JUIZ é necessário ter diploma.Para ser MÉDICO é necessário ter diploma....e muitas outras profissões. Este "sujeito" se acha o rei da cocada.Não desce e não engulo, mudo de canal quando o vejo.
José maria santos , Araçoiaba da Serra-SP - aposentado
Enviado em 30/6/2009 às 7:54:24 PM
Será que sua exelencia na estupides de sua dicisões, não está querendo comparar profissão de jornalista tal qual as dos politicos profissionais que enporcalham os noticiarIos a quem são obrigados á relatar nos seus príodicos, pois prender e soltar e criar leis absurdas que jamais serão cumpridas, é que mais campea pelo nosso país
Jeferson Ulisses , São Paulo-SP - Psicólogo
Enviado em 30/6/2009 às 7:44:45 PM
Não sou jornalista, e isto não impede que eu também fique indignado com a decisão do STF. A única coisa que me remete esta situação, é na verdade uma "Teoria da Conspiração". Quem mais é interessado na má qualidade da informação do que pessoas ou instituições qe não cumpre com os deveres cívicos e sociais? Minah esperança é acreditar nos veículos de comunicação sérios, que continuarão com a exigência de um diploma para manter a qualidade do serviço prestado...
Lázaro  Almeida Machado , São Paulo -SP - aposentado
Enviado em 30/6/2009 às 7:43:34 PM
O dinamismo da imprensa não combina com a lentidão burocrática, modorrenta e empoeirada do STF e de Gilmar Mendes.
cristina  avila , Brasilia-DF - jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 7:36:17 PM
Campanha urgente: Pelo fim do diploma pra presidente do STF ! Afinal, para fazer Justiça basta ética e bom-senso!!!! Realmente, numa época em que a educação é cada vez mais importante - a discussão deveria ser outra.
milton sergio  oliveira , carapicuiba-SP - historiador
Enviado em 30/6/2009 às 7:31:27 PM
Prezado Diniz, percebe-se que voc~e tem um profunda visão equivocada do historiador e sobre história, a muito o historiador não se prende a fatos, isso é papel do jornalista, deveria dizer isso ao gilmar desprezivel mendes e não querer dizer o que o historiador faz.
Cristian Korny , São José dos Campos-SP - Músico
Enviado em 30/6/2009 às 6:44:05 PM
bom para os jornalistas terem um espaço para discutirem suas atividades, o que não acontece publicamente com outras profissões, o que abre um espaço enorme para a falta de ética e a corrupção como práticas comuns de mercado, mas discutir mercado nesse sentido é proibido, nem os jornalistas se aventuram, por quê?
Marcelo Louro , Niteroi-RJ - Perito Criminal
Enviado em 30/6/2009 às 5:43:02 PM
Não sei se foi retrocesso ou avanço fantástico! Sei que não sou jornalista mas sofro com a falta de respeito aos Peritos Criminais em meu estado, assim como devem sofrer aqueles que cursaram tão necessária faculdade que é o jornalismo para serem humilhados com um "se vira!" justamente do STF! Considero a atitude do STF um tanto incompreensível para um inculto como eu, mas senti diante da notícia emoção de infelicidade, em muito por desmerecer pessoas que se dedicam ao jornalismo e não terão chance de trabalhar com isso, em detrimento de outros que por notória popularidade (ou conhecimento) entrarão em mentes e corações a dizer asneiras como tantos já existem. O sr. Dines conta com minha solidariedade.
Wilma Pessôa , Niterói-RJ - professora
Enviado em 30/6/2009 às 5:42:33 PM
Essa estratégia de defender o diploma desqualificando o ministro é equivocada, o ministro é alguém facilmente atacável, é quase consenso que ele é uma persona non grata. Creio que o debate é outro. Não sou jornalista mas defendo que, mais do que uma qualificação específica para a prática do jornalismo, haja uma regulação específica para a prática do jornalismo no sentido de assegurar direitos para os profissionais que a exercem. Vejamos que com diploma e excelente currículo muitos profissionais da área são meros apologetas das ideologias da empresa para a qual trabalham, os que optam por uma postura ética no exercício da profissão são perseguidos e estigmatizados. Sem falar nas péssimas condições de trabalho e assalariamento mascaradas pela crescente flexibilidade contratual. A questão não é o diploma, Dines, mas a decadência da profissão promovida não pelas novas tecnologias mas pela velha ditadura do mercado. Essa decadência se deu num país onde o diploma era exigido e continuará com ou sem diploma enquanto os jornalistas não se virem como cidadãos que têm uma responsabilidade política frente a sociedade, a de promover a democratização da informação e não a promoção de manchetes por técnicas de publicidade. O compromisso com a verdade sim, se coloca para todas as profissões, porque uma falsa notícia, um erro médico ou uma comida mal preparada podem fazer mal às pessoas..
Jorge  Sá de Miranda Netto , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 5:20:25 PM
O senhor doutor ministro Gilmar Mendes pensa que é professor de Deus. Seu lema é "VIVENDO E ENSINANDO". Patrões da grande imprensa pode ser que o convidasse para ser editor e para a prática de artes e manhas, mas ele não aceitaria ser editor, pois, segundo o dito cujo, "jornalismo não é profissão"; porém para artes e manhas, seriam outros quinhentos, né?.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 30/6/2009 às 4:30:00 PM
Por falar em democracia ( garantida pelo STF ). Alguém saberia me explicar pq Sua Excelência processou o jornalista Leandro Fortes por conta da matéria sobre o IDP, publicada na Carta Capital? Ou ainda, se parece razoável a quase totalidade dos ministros do STF trabalharem para o IDP? Ou ainda, não acham,no mínimo inadequado que o IDP do GM contrate com a União? Bem, de qq forma, Leandro Fortes foi a luta pra provar que não deu prejuízos ao IDP de GM. http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/06/29/idp-2009-por-enquanto/.
Ninguem da Silva , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 4:26:33 PM
Em tudo que faço, tento não ser hipócrita ou corporativista. E, no caso da obrigatoriedade do diploma de jornalista, a decisão do ministro Gilmar Mendes traz ao direito uma situação de fato. Quando Nilson Lage propôs a modificação na grade curricular do curso (o Dines lembra-se disso...), ele tentava qualificar esses profissionais, o que os tornariam imprescindíveis numa redação e na sociedade. Foi descartado por ser bom demais. A mudança curricular foi às calendas e ficamos como estávamos: num mercado de pulgas. Agora, a profissão volta a ser como era até 1969, quando não existia o diploma e, mesmo assim, fazia-se um jornalismo tão bom, ou melhor, do que se faz hoje. O Dines lembra-se bem por que se deu essa “obrigatoriedade”... Seria bom explicar isso aos seus jovens leitores. Por fim, nada mudará. O bom profissional que não tiver um padrinho, ficará fora do mercado. O medíocre que não tiver apadrinhamento, mas não questionar superiores, tem alguma chance de emprego. Quem for ruim, mas amigo, parente ou apadrinhado de “alguém”, fique tranqüilo, continuará no mercado. Portanto, o Gilmar tem muitas culpas, mas não a de ter acabado com o diploma de jornalismo. Isso, o mercado já fez há tempos. Tentem, caros jornalistas, ser inteligentes, justos e coerentes. Para isso, não se precisa de diploma.
Mirani Barros , Rio de Janeiro-RJ - Nutricionista
Enviado em 30/6/2009 às 4:20:11 PM
continuando... Que o jornalismo, a imprensa, os meios de comunicação em massa desse país, sofrem da ansia da notícia barata, da falta de transparência, e muitas vezes da falta de veracidade, muitos concordam. Vivemos hoje um jornalismo pequeno dividido entre as celebridades e escândalos, tudo com muita manchete, muitos artifícios de impressão para pouca reflexão, salvo raras excessões. acho que Dines desta vez foi brilhante, pois traz uma discussão que antecipa esta do diploma, e da qual todos se resguardam. Dines foi provocativo e lançou com este texto o debate das competências, ao jornalista deve ser ensinado o jornalismo refinando seu instito natural, à sociedade brasileira cabe exigir dos jornalistas, ética, tranparência, compromisso com a informação, pois a ele cabe a fotografia períodica das nossas histórias.
Antonio Carlos  Ribeiro , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 3:51:04 PM
Quem fala mal do ministro Gilmar Mendes e porque não tem conhecimento de como funciona o supremo tribunal federal e a responsabilidade de cada ministro, se tem uma coisa que podemos confiar no Brasil são esses excelentes ministros que fazem seus julgamentos todos com base na constituição brasileira. Como brasileiro fico muito feliz e reconhecer e respeitar autoridades como os ministros do STF, parabéns para todos. Nos os jornalistas profissionais e responsáveis jamais devemos agir da forma que a fenaj e o chamado sindicato dos jornalistas querem. Graças a deus que na imprensa tem muito jornalista que nem faz comentário sobre este episodio que já e uma pagina virada da nossa historia. Vamos nos preocupar em consolidar de vez a democracia no Brasil com a ajuda de todos os brasileiros.
Elizabeth Goes , Brasília-DF - advogada
Enviado em 30/6/2009 às 3:49:16 PM
Podemos afirmar que é preciso mais que um diploma de jornalista para escrever, falar e ser compreendido? Sim, a experiência demonstra que domínio da linguística e talento são fundamentais. Ocorre que discussão sobre a questão em voga tem perpassado pela vontade explícita de desconstituir outra profissão, no caso a advocacia. Diante da possibilidade de discorrer sobre a premência do ensino acadêmico como pressuposto do desenvolvimento das atividades de um jornalista, lamentavelmente, o interlocutor prefere o sensacionalismo pelo desabono pessoal. O texto revela implicitamente a preocupação com o futuro da profissão, o que não justifica, pois o mercado de trabalho sempre valoriza profissionais com bons currículos acadêmicos, portanto, não há o que temer. Talvez isso seja reflexo da falta de inspiração filosófica. Na escola de direito, quando estudamos Platão, aprendemos que por vezes a verdade por trás de todo o debate e dos apelos insensatos que surgem em coro, está no medo de perder o espaço na sociedade. Esse medo tem justificado que as pessoas busquem o seu lugar ao sol, não utilizando-se das virtudes próprias, mas sim dos defeitos alheios. Creio que seria mais eficiente a labuta por currículos com pertinência temática, que possibilitem a formação de profissionais diferenciados. Ao invés de jogar pedra no Judas da ocasião, como se ele tivesse sentenciado sozinho. Sds.
sergio hespanha , Salvador-BA - arquiteto-urbanista
Enviado em 30/6/2009 às 3:47:54 PM
já vi muitos alegarem ser a imprensa (em sentido amplo) uma espécie de 4º poder. é um papel que muitas vezes ela desempenha mesmo. bem ou mal. as eleições não garantem a representatividade que teoricamente legitima a democracia. jornalistas, com este 4º poder nas mãos, não são, nem hipocritamente, eleitos como os integrantes do executivo e do legislativo. ficam também de fora das hipócritas eleições, os componentes do judiciário. nesta questão do diploma dos jornalistas e na querela entre uns e outros, temos uma briga entre os componentes do 3º e do 4º poder, todos sem o beneplácito da hipocrisia? ainda, diante das desfeitas do 1º e do 2º poderes? é o pior dos mundos, não? é só um exercício que faço.
Mirani  Barros , Rio de Janeiro-RJ - Nutricionista
Enviado em 30/6/2009 às 3:45:55 PM
Considero minha capacidade de análise para esse dilema rasa, visto que, sou apenas uma leitora interessada. Bem, essa lenga toda sobre ter ou não diploma, o grau de bacharel em jornalismo, me lembra um episódio recente e que vive a ressuscitar na vida dos profissionais de saúde, O ATO MÉDICO, creio que alguns dos leitores já deva ter sabido dessa miséria, mas vou aqui brevemente elucidar. Trata-se da tentaiva de alguns Deputados (médicos) em privar a prática de outros profissionais de sáude, na tentaiva clara de reserva de mercado, não importanto aí o debate das competências. Esse projeto de lei vai e volta, já foi embargado por ações coletivas de movimentos sociais, sindicatos e toneladas de assinaturas várias vezes. Para se ter uma idéia ,cada vez que uma nutricionista precisasse exercer sua profissão, aplicar seus conhecimentos em benefício da saúde da população teria que consultar um médico e ter a aprovação dele para cada procedimento, mesmo que ele tenha passado os seis ou cinco anos que lhe cabem na faculdade estudando medicina e não Nutrição Pois então, inadimissível não é? Para o fisioterapeuta, para o fonoaudiólogo, para o psicólogo, para o professor de educação física, para o terapeuta ocupacional, para o farmacêutico, e tantos outros profissionais, indadimissível, não é? Acredito que haja consenso sobre regulamentação profissional, mas que cada um regulamente a sua
Marcilio Greisman Dias , são paulo-SP - professor
Enviado em 30/6/2009 às 3:37:20 PM
Eu contrataria Gilmar Mendes, pois ele possui dois requisitos básicos: é honesto e inteligente. De outro lado, não contrataria muitos jornalistas diplomados, pois são desonestos e inteligentes nessa prática.
Frederico  Fernandes Lóss , botucatu-SP - médico
Enviado em 30/6/2009 às 3:33:47 PM
Primorosa argumentação, mas fica a pergunta alguem com algum discernimento contrataria Gilmar Mendes para algo. Estou curioso para saber se algum brasileiro que acompanhou as últimas atitudes do ministro contrataria ele para qualquer coisa (licita é obvio). Talvez alguem o pagasse para ser correspondente no Afeganistão ou no Iraque, se possível no front e com uma camisa "i hate Allah".
Mariana Queiroz , Taubate-SP - estudante
Enviado em 30/6/2009 às 3:28:29 PM
Meus parabens pelo artigo. De mto bom gosto trata do assunto com clareza e demonstra profundo conhecimento,
Antonio Carlos  Ribeiro , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 3:15:32 PM
Dines apesar de toda consideração que tenho por você e adorar tudo que você escreve nesse caso da lei de imprensa e diploma para jornalista sou obrigado discordar de seu artigo. Com certeza o Brasil deve dar graças a deus de ter homem como o ministro Gilmar Mendes e demais ministros no supremo tribunal federal que estão lutando muito para manter a constituição e a liberdade e igualdade das pessoas. Caro dines, a época de sindicato e ditadura já passou hoje temos que dar liberdade às pessoas de se expressar e opinar sem restrição e nem censura. Construir a democracia não e fácil, mas ficamos felizes em ter maior parte da população brasileira ser formada por homens e mulheres de bem. Parabéns para todos que compõem o Supremo tribunal federal e ministerio publico federal e um agradecimento especial ao Dr. Antonio Fernando barros e Silva de Souza. A imprensa livre e um dos fatores mais importante num pais democratico. A quem interessa a exigencia do diploma de jornalista?
Angelo Azevedo Querioz , Brasília-DF - Funcionário Púlbico
Enviado em 30/6/2009 às 3:04:42 PM
Não, Senhor Jorge, não "e totalmente lógico que se impute a ele(Gilmar Mendes) a responsabilidade pela decisão, porque a decisão é colegiada e os Ministros têm o poder de divergir do relator e o fazem com muita freqüência. Tanto é assim que o Marco Aurélio divergiu. Essa caso está há anos na pauta do Supremo e todos os Ministros tiveram muito tempo de analisar a matéria. Se não estivessem prontos no momento da votação, ainda poderiam pedir vistas. Quanto a questionar os argumentos e a retórica utilizada para justificar o relatório, o senhor deveria saber que os questionamentos apenas por inconformismo são comuns a toda a decisão judicial, mas não têm valor jurídico, até porque qualquer a decisão judicial pressupõe que uma das partes perderá e saíra xingando.
Luiz Miranda , confins-MG - aposentado
Enviado em 30/6/2009 às 2:59:09 PM
Não. Seguramente, a folha corrida de cada homem culto indica sua ascensão social e política...
Angelo Azevedo Querioz , Brasília-DF - Funcionário Púlbico
Enviado em 30/6/2009 às 2:44:53 PM
Dines, que coisa coisa boboca! O que pretende com a pergunta e com a argumentação em torno da resposta?. O Ministro se manifestou como jurista, investido de uma função constitucional. Se você discorda , tudo bem, mas porque cobrar coerência entre o parecer jurídico e a capacidade de dirigir um jornal? Sim, ele não é capaz de dirigir um jornal e daí? Juridicamente, isso é um argumento válido?O Ministro não entende nada de direção de jornal, mas você , por acaso, quer lhe dar aulas de Direito?Ou você está apenas usando seu prestígio e seus espaço para derramar a bilis de seu inconformismo e colher o aplauso certo dos que se sentem prejudicados. Se for só isso, seja pelo menos honesto e ataque os oito ministros mais o procurador geral da República que têm o mesmo entendimento. Até para o "ius esperneandi" há limites": o decoro.
Clarissa Pacheco , Salvador-BA - Estudante de Jornalismo
Enviado em 30/6/2009 às 2:35:15 PM
Não sei se ele seria capaz de dirigir nem o jornalzinho de fofocas do STF
antonio  batista , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 2:29:28 PM
Muito bom o texto da leitora Cristina Castro do Rio de Janeiro. Um grupo de profissionais não pode decidir o que os outros profissionais, ou pela vida das outras pessoas num país tão eclético como o nosso. A corte tem que ser diversificada para o bem da democrácia. Hoje vivemos a ditadura das Leis. Projeto de Lei é aprovado por troca defavores nas câmaras de todo este pais e passa a vigorar sem ser uma expressão da maioria da população. Em nome da Lei estes juristas entram na nossa vida privada, profissional e financeira, com os mais amplos poderes de uma legítima ditadura. Juizes, goernantes irresponsáveis que se comportam como donos da coisa allheia e da vida das pessoas. Veja o caso do Lalau e de outros.
Eunice Couto Couto , Recife-PE - Jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 2:06:56 PM
Dines Excelente texto, estou cada vez mais orgulhosa da nossa profissão e de profissionais como você. Estou de alma lavada. Grande abraço, Eunice Couto
Marco Antonio Zanfra , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 2:05:33 PM
Mestre Dines, você conseguiu desentalar um pouco - mas só um pouco - o Gilmar Mendes da minha garganta.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 30/6/2009 às 1:37:03 PM
Apesar de ser, totalmente contra, a exigêncio do dilploma para jornalistas e mais trocentas profissões, não colocaria Gilmar Dantas nem como síndico do meu prédio. Eu acredito, que a própria composição do STF mereça ser revista. Não entendo como razoável, que apenas um micro segmento da sociedade possa decidir acerca de questões relativas a todas as áreas, em todos os níveis e setores da sociedade. Me explico melhor, no caso do tal de diploma de jornalismo, se houvesse, na composição algum profissional de outras áreas, talvez seu voto trouxesse outra visão aos outros membros. O que não pode acontecer é um grupo seletíssimo, de profissionais de uma mesma área, decidirem o que vai ou não vai valer para um país inteiro. Ninguém precisa estudar direito para saber que o judiciário funciona apenas para garantir a impunidade e tranquilidade de uma elite da qual seus próprios membros se originam. P.ex. ninguém precisa ser advogado para saber que o DD tinha que estar preso,mas alguém precisa ser advogado para ele ficar solto e alguém precisa ter sido advogado para ser juiz pra garantir que ele fique solto. QQ outro profissional, diria, tranquilamente, não interessam as brechas que vc encontrou na lei, e sim, a lei. Só advogados mesmo é que vão achar um gênio o cara que encontrou uma saída para deixar o cara livre. E a sociedade que se mate de raiva. As brechas valem mais que a lei.
antonio batista , sao paulo-SP - jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 1:31:30 PM
Caro Dines. Existe a possibilidade de reverter esta decisão e a profissão voltar a ser regulamentada?
Jorge Mercadante , Rio de Janeiro-RJ - Advogado
Enviado em 30/6/2009 às 1:20:51 PM
O ministro Gilmar Mendes foi o RELATOR do processo, portanto em tese, aquele que mais se aprofundou na estudo do assunto. O relatório de 91 páginas é de autoria dele. O placar foi 8 a 1, por conta da adesão de outros 7 colegas. É totalmente lógico que se impute a ele responsabilidade pela decisão e oportuno que se questione os argumentos e a retórica utiizada no parecer para justifiá-lo.
Verbena Córdula Almeida , Salvador-BA - Professora
Enviado em 30/6/2009 às 12:50:01 PM
É muito mais fácil ser Ministro do Supremo do que Jornalista!
Nivaldo Cândido de Oliveira Jr. , São Paulo-SP - engenheiro
Enviado em 30/6/2009 às 12:34:15 PM
O texto, perfeito com sempre. Complementando os felizes comentários anteriores, este senhor presidente do STF não é aquele que, quando atuava na Procuradoria do Governo, chamado de "engavetador-mor" dos processos??
René Amaral , Petrópolis-RJ - Artista Plástico
Enviado em 30/6/2009 às 12:23:01 PM
Para ele é melhor mesmo um Brasil sem jornalistas, pelo menos os de qualidade!
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 30/6/2009 às 12:13:52 PM
Veja só como a estudante ou mais pomposamente a graduanda em jornalismo Iriana é democrática: O programa foi ótimo, apesar da presença de um defensor da não exigência do diploma!!! Só há uma posição coerente: a de quem defende o diploma e, isso só é feito por quem entende e/ou exerce a profissão. Ora bolas é esse o tipo de jornalismo que precisamos? Para você só há duas posições: a certa, ou a sua e a dos errados, ou a de todos os outros. Muito democrático esse debate. Você precisa expor seus argumentos na França, Inglaterra e por aí afora onde o diploma específico não é exigido e, seguindo sua linha de pensamento não há jornalismo nem jornalistas.
Victor Barone , Campo Grande-MS - Jornalista (sem canudo por 20 anos, com canudo deste janeiro)
Enviado em 30/6/2009 às 12:09:28 PM
Olá Dines, você contrataria Bob Woodward ou Carl Bernstein para comandar o seu jornal? Ou o jornalismo deles não seria tão ético ou técnico?
Roberto Silva , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 30/6/2009 às 11:55:39 AM
Perguntinha básica: quanto foi mesmo o "placar" da decisão do STF? Acho que imputar todo o peso desta decisão a um único ministro do STF, ainda que seu presidente, é forçar demais a mão não é? Mas, bem, a "agenda" também precisa ser cumprida... [ ]´s
Iriana Mol Teixeira , Juiz de Fora-MG - graduanda em jornalismo
Enviado em 30/6/2009 às 11:20:37 AM
Aproveito da preciosidade deste artigo para parabenizar a edição do Observatório da Inprensa que discutiu a infeliz decisão do STF de extinguir a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Mesmo trazendo o Mario Vitor Santos (defensor do fim do diploma), o programa reafirmou a importância da formação para o exercício da profissão de jornalista. Apesar de respeitar uma das premissas do jornalismo (a busca incessante pela imparcialidade), ficou claro a defesa pelo diploma. Mas não julgo isto como algo negativo. Afinal, para aqueles que entendem e/ou exercem o jornalismo, esta é a única posição coerente.
carlos  anselmo , fortaleza-CE - engenheiro
Enviado em 30/6/2009 às 11:07:43 AM
sr dines, parabéns pelo "carão" dado nesse presunçoso ministro presidente do stf. essa figura me lembra aquele dito romano que o sapateiro não deveria ir além de suas sandálias. seu pretenso saber jurídico, creio eu, só tem um objetivo: o exercício do poder. e para isso o orgulho desse cidadão o impele para ditar regras em qualquer área do conhecimento. uma lástima e um perigo para as instituições republicanas do país.
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